A reputação masculina destruída pelas moças más

As atrizes e intelectuais francesas fizeram um manifesto contra os movimentos que vem denunciando os assédios e os importunamentos masculinos.

Elas alegam que a reputação de bons homens está sendo jogada na lama por denúncias sem comprovação e, muitas vezes, por motivos triviais, como tocar um joelho ou falar algo picante.

 

Lembremos da péssima reputação feminina 

Vejo que elas deram uma enorme importância à reputação dos homens e esqueceram da frágil reputação das mulheres, que durante séculos foi -e continua sendo- destruída, com consequências muitas vezes fatais.

Vejamos alguns exemplos:

1- Se está sempre num modelito sexy: puta.

2- Se tem muitos namorados ou é uma flertadora: uma galinha/periguete(não é para casar, não é uma mulher séria, é vulgar).

3- Quando se separa perde a relação com as (ex-)amigas casadas, pois acham que vai seduzir os seus maridos.

4- Se optar por dar a guarda dos filhos para o pai, é considerada uma mãe desnaturada e perversa.

6- Se é bonita, loura ou expõe muito o corpo: burra.

7- Quando entra numa atividade considerada masculina é vista e tratada como inferior…aliás, também é vista assim, quando os homens entram em ocupações que são associadas às mulheres, como chefe de cozinha, cabeleireiro, estilista de moda.

8- Ser atriz, dançarina e enfermeira já foi considerado atividades de quengas. Até as professoras primárias ficavam sob suspeita.

9- Ganha menos do que os homens, mesmo quando exerce a mesma função. Isso não seria uma forma de dizer que são inferiores? Ser considrada inferior não seria o mesmo que ter uma reputação ruim?

10- Se fala alto, se diz muitos palavrões, se senta com as pernas abertas, se tem pêlos nas pernas e nas axilas, se gosta de sexo, se briga com facilidade, se é muito racional ou de temperamento mais frio, se é animada demais, se gosta de filme pornô… lá vai a reputação pro lixo…

A má reputação que vem do berço

A reputação das mulheres já é destruída por antecipação. Antes mesmo de nascerem, aspectos problemáticos e malévolos já são atribuídos a elas. Como exemplo:

1- A gravidez das meninas é considerada mais problemática e diz-se que as mães ficam mais feias durante a gestação das garotas.

2- São fracas fisicamente.

3- Não aguentam pressão.

4-Dirigem mal.

5-São ruins em matemática.

6- Não conseguem consertar as coisas.

7-Não tem senso de direção.

8- Só querem casar.

9- São interesseiras, só pensam em dinheiro.

10- São inimigas das outras mulheres.

11- Estão sempre envenenando a relação das amigas por inveja.

12- São incapazes de fazer qualquer coisa interessante(ou complexa) tão bem quanto um homem.

13- No passado, sequer tinham alma.

14- Se engordam são desleixadas.

15- Quando envelhecem são promovidas automaticamente ao status de baranga e caem na invisibilidade.

16- Tudo que fazem e dá errado vem com um implícito “tinha que ser mulher”.

Fora da seleta trupe das patriçonas

É bom lembrar que o mundo não está reduzido a um grupo ocidental, economicamente privilegiado e protegido por leis humanitárias. Hoje, em 2018, milhares de mulheres são expulsas de suas famílias e de seu meio social por terem sido estupradas. Meninas são sequestradas, escravizadas, prostituídas e, quando tem a oportunidade de voltar para casa, ninguém as quer, já que são uma vergonha para a família e seu povoado. Há mulheres apedrejadas, enclausuradas em sótãos vivendo a pão e água, mendigas, banidas, mutiladas, assassinadas… tudo gerado por simples atos, como trocar olhares, dar um beijo, fazer sexo, engravidar, querer se casar com alguém que goste, recusar um casamento forçado, desobedecer a ordem dada por um homem…

Travadas e difamadas

Por milênios, mulheres foram engessadas em códigos rígidos de conduta. Transgredir a qualquer uma dessas regras(estabelecida pelos homens), significava perder a reputação… como consequência… desvalorização… resultando em… prejuízo para os homens, já que tinham nas mulheres um produto a ser negociável, tal qual as cabras, os cavalos…

A obsessão por manter a reputação das mulheres intacta resultou, para elas, em inexpressividade e impotência; que quando desafiadas descambavam em rotulações(malévolas, rebeldes, loucas, histéricas, bruxas, prostitutas…) e punições(fogueira, hospício, lobotomia, prisão, convento, banimento, caixão…). Quem nunca ouviu a história de uma filha que foi expulsa de casa porque engravidou? O que está por trás disso é o fato da filha ter destruído a sua reputação de moça direita e, consequentemente, ter arruinado a imagem da família.

Por que a deles vale mais?

Então, por que todo esse escarcéu por causa da reputação de meia dúzia de homens ricos, famosos, bem relacionados? O máximo que pode acontecer é desaparecerem por um tempo, depois voltarem alegando que fizeram terapia, reavaliaram sua conduta e logo estarão reassimilados como os galãs e personagens principais de algum programa.

Eu lembro claramente de diversas mulheres nos anos setenta e oitenta que foram vítimas de violência(assassinato, estupro, agressão física). Todas elas foram consideradas culpadas, por estarem aonde não deveriam estar e se comportarem de “maneira inadequada para uma mulhere decente”; e o pior é que -quando não morreram- tiveram suas imagens destruídas e nunca recuperaram suas carreiras.

Meu bode deve andar solto… o resto que se dane!

A reputação dos homens, segundo o os argumentos das mamãezonas intelectuais, só pode ser atingida dentro dos processos penais mais complexos. Há de se verificar(à exaustão)a veracidade das trocentas acusações, proferidas por mulheres(questionáveis), para só assim tirar dos bodes o direito de andarem soltos.