Emília: a verdadeira Amélia?

submissão feminina

Por 75 anos Amélia foi consideranda o ícone da submissão feminina, mas eu acredito que há outras mulheres – e homens – que merecem muito mais esse título desonroso. Uma delas é Emília, a qual suas atividades como mulher objeto foram claramente descritas pelos autores da música, composta no início dos anos quarenta.

 

1- Emília – de Wilson Batista e Haroldo Lôbo

Quero uma mulher que saiba lavar e cozinhar

Que de manhã cedo me acorde na hora de trabalhar

Só existe uma

E sem ela eu não vivo em paz

Emília, Emília, Emília

Não posso mais

Ninguém sabe igual a ela preparar o meu café

Não desfazendo das outras, Emília é mulher

Papai do Céu é quem sabe a falta que ela me fez

Emília, Emília, Emília

Não posso mais

Conclusão!

Tudo se resume numa empregada doméstica que transa com ele(não desfazendo das outras, Emília é mulher, sugere que ela é cama, mesa, tanque…e serviço despertador!).

O engraçado é que tanto Emília quanto Amélia, por alguma razão, não fazem parte mais da vida desses homens. Ou morreram ou os abandonaram … de qualquer forma não aguentaram a vida ruim, que para eles era maravilhosa!

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Novidades!!!!

Aí, eu descobri que Emília escafedeu-se, rodou a baiana e se libertou do cativeiro…haha!!!… Viva Emília!!!! Mais uma prova de que não eram tão submissas assim(porque também confio no poder de Amélia).

Então fizeram outra música clamando pela volta de Emília

Ouça as duas músicas aqui:

 

2 – Volta Pra Casa, Emília – de Vassourinha

Ai, ai!

Quando eu visto um terno

Amarrotado, meu Deus

Tenho que me lembrar

Da Emília que era tão

Cuidadosa mulher

Como emília, Emília

É dificil encontrar

Que café saboroso que

Ela fazia, na hora de deitar

De manhã muito cedinho

Emília me acordava

Acorda… acorda benzinho

E eu logo me levantava

Hoje não tenho familia

Não tenho lar nem amor.

Volta pra casa Emília

Se não eu morro de dor!