O que está por trás da suposta baixa autoestima

Muitas vezes a complexa natureza de uma pessoa é reduzida ao clichê: “Sua autoestima está ou é baixa”. Quase sempre a pessoa concorda, pois detecta em si algum problema que poderia ser classificado de tal maneira e que, na realidade, são inseguranças que, em maior ou menor grau, todos temos. No entanto, ser inseguro não é o mesmo que não se valorizar ou não se gostar(ler esta matéria para entender).

 

Então, o que de fato está por trás dessa suposta falta de autoestima? Veja algumas possibilidades:
  • A pessoa não tem certeza do respeito e da aceitação dos demais em relação a ela.

 

  • O sujeito não tem a garantia que a estrutura social e econômica em que vive será capaz de lhe dar uma oportunidade de desenvolvimento se suas condições forem marginais(pobre, preto, feio, gordo, desdentado, mulher, deformado fisicamente etc).

 

  • São indivíduos  vulneráveis a opinião de outras pessoas (embora não as vejam, necessariamente, como superiores); na verdade, os outros podem até ser classificados como inferiores, burros, insensíveis, malvados, covardes e fracos e, mesmo assim, capazes de gerar insegurança e medo no sujeito.

 

  • É comum a idéia de que um sujeito que “se ama” não liga para o que os outros fazem ou falam sobre si. Talvez em outro planeta!… Mas na Terra somos criados obedecendo a uma enormidade de regras e a cada dia forçados a nos enquadrarmos, então, para algumas pessoas, a sensação de não estar correspondendo a certas expectativas sociais(ou estar sob desaprovação e maledicência) gera inseguranças no trato público e familiar, mas não necessariamente afeta a relação espontânea e sincera que temos com nós mesmos.

 Por Helô de Castro

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