Quando, realmente, não há autoestima

Insisto no fato de que autoestima baixa é um evento pouco comum. Na maioria das vezes, as pessoas têm inseguranças relacionadas a alguns aspectos de suas vidas(ver esta matéria para entender). 

Mas há, de fato, indivíduos que podem ter uma carência quase total de autoestima.

No geral, são sujeitos quebrados devido a convivência íntima com seres perversos, que os torturam física e psicologicamente.

 

 
O envenenamento

Viver sob o mesmo teto com alguém malvado é como tomar uma dose de veneno a cada refeição. Isso significa ter um parceiro(ou pai, mãe, tutor, filho ou com quem quer que a pessoa conviva) que não demonstra aceitação, apreço, afeto, entendimento, amizade, amor e gentileza. Alguém que só sabe criticar negativamente e nunca aponta qualidades ou faz elogios, e cujo controle total é obtido através de violência física, verbal e sexual.

Nem é preciso viver por um longo período numa relação abusiva para que os efeitos nefastos sobre a autoestima se manifestem. Rapidamente, a vítima entra num processo de insegurança generalizada. Se antes ela era segura e vaidosa em relação a algumas de suas habilidades; agora, sob efeito de um ditador perverso, ela é convencida de que não tem talento nenhum, amigo nenhum, beleza nenhuma, inteligência nenhuma. Alguns indivíduos são, inclusive, afastados de suas famílias e amigos e forçados a se desfazerem de fotos ou objetos que os conectem com pessoas e situações felizes. No geral, ficam sem o suporte dos entes queridos e, isoladas num mundo onde não servem para nada, entram em colapso.

Outra situação em que a autoestima pode se esfacelar ocorre quando a pessoa está severamente deprimida.

Por Helô de Castro